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“80% dos cães que recolhemos são abandonados” – SOS dos Animais de Moura

Escrito por em Janeiro 19, 2023

A SOS Animais de Moura, uma associação sem fins lucrativos fundada em 1988 e que só actua no concelho, alberga neste momento 70 cães, uma situação difícil, com uma capacidade de resposta “no limite”. Quem o diz é Fátima Branco, uma das responsáveis da associação, que funciona neste momento num terreno perto da cidade, cedido pela autarquia. “Vivemos exclusivamente de donativos dos particulares e um anual da Câmara de Moura”.

Essa ajuda chega também através dos sócios que contribuem com o pagamento de 1 euro mensal e dos padrinhos dos animais. Neste caso, “todos os meses dão um valor estipulado para custear a alimentação e despesas de veterinária”, realçou.
Outras pessoas “amigas” também apoiam com “ração, mantas, casotas e dinheiro” e assim vão sobrevivendo com dificuldade.

Nesta tarefa diária, Fátima Branco conta com a ajuda da filha, Vera, para tratar dos animais, mas anualmente concorrem ao programa contrato emprego do IEFP, onde conseguem mais uma pessoa para apoiar, porque o trabalho não pode parar.

“O abandono é enorme. 80% dos cães que recolhemos (em Moura) são abandonados. Os restantes ou sofreram maus tratos ou estão feridos”. Outro cenário triste é aquele com que se depara demasiadas vezes quando chega ao canil. “Chegamos e temos animais amarrados às árvores”.

A adopção é sempre “uma luz ao fundo do túnel”. “Temos animais fantásticos no nosso abrigo que tratamos com muito carinho e que sociabilizamos”, prontos para serem entregues a “uma família responsável”.

Quem estiver interessado em adoptar um cão pode fazê-lo através da página de Facebook da SOS Animais de Moura. “Há pessoas que preferem vir buscar um animal ao nosso canil e temos uma rede de amigos em Lisboa que funciona bastante bem. A maior parte das adopções vão para a grande Lisboa e não tanto para Moura, onde temos mais dificuldades. Aqui as pessoas ainda compram cães”, explicou a responsável.

Toda a ajuda em géneros, dinheiro e voluntariado é pouca para a associação, que vive exclusivamente de doações.