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Escolas de Moura: “A greve é para continuar até atingirmos os objectivos”

Escrito por em Janeiro 17, 2023

Os professores do Agrupamento de Escolas de Moura continuam a aderir à greve com bastante “expressão”, segundo afirmou à Planície o director do agrupamento, Rui Oliveira. Os docentes marcaram presença na manifestação que reuniu mais de 100 mil pessoas este sábado, em Lisboa.

“Houve uma grande representação dos professores de Moura, o que significa que estão na luta pelos seus direitos e a nossa escola não foge à regra”, sublinhou.
A greve por aqui tem-se verificado todos os dias, “nos primeiros tempos da manhã e da tarde” e só “nos cinco dias da semana passada, houve 60 professores que faltaram”, esclareceu Rui Oliveira.

O mesmo docente disse ainda que as ausências no agrupamento de Moura estão a reflectir-se sobretudo no “2º e 3º ciclo e no secundário”.
A paralisação não tem fim à vista, pelo menos para já. “É para continuar até atingirmos os objectivos”, afirmou o docente.

Questionado sobre a recuperação das matérias que não são dadas aos alunos, Rui Oliveira explicou que em Moura, os professores que estão em greve, vão posteriormente “tentar fazer a recuperação das aprendizagens que ficaram para trás. Embora esta greve já se esteja a prolongar no tempo, o que tem acontecido é que os professores têm feito uma escala no sentido de não prejudicar sempre os mesmos alunos”.

Para amanhã, dia 18, quarta-feira, está agendada mais uma manifestação, desta vez em Beja, e que na opinião do docente de Moura, “provavelmente terá grande adesão”.
O responsável das escolas esclareceu ainda que o pessoal não docente “não tem feito greve”.

A luta é para continuar na reivindicação de melhores condições de trabalho da parte dos docentes.