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Deputados do distrito de Beja fazem balanço de 2022 e perspectivam 2023

Escrito por em Janeiro 3, 2023

Os deputados eleitos pelo distrito de Beja, Pedro do Carmo do PS e João Dias do PCP, mostraram as suas posições partidárias antagónicas daquilo que foi o ano de 2022 e as perspectivas para 2023.

Pedro do Carmo do Partido Socialista, considerou que 2022 ficou marcado por um “regresso à normalidade” depois de uma pandemia e ainda o ano da guerra da Ucrânia e da Rússia, facto que “levou a uma crise sem precedentes”.
As palavras “dificuldades” e “resiliência” estiveram em evidência para o deputado e explicou que “juntos fomos capazes de ultrapassar uma crise pandémica e financeira, que só foi possível pelo bom entendimento dos cidadãos” e ainda “entre as autoridades locais e nacionais. O Governo pediu medidas excepcionais e ajudou quem mais precisava”.

Na sua opinião, “o impacto das dificuldades” têm “sido minimizadas, fruto de uma boa gestão de contas públicas” por quem governa, realçando ainda que durante o ano passado, “os portugueses mostraram a sua maturidade democrática” ao darem uma “maioria absoluta ao PS e a António Costa”.
Referiu ainda o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), onde 2023 será o ano da “execução do PRR, do investimento e obras públicas e da consolidação das propostas ambientais e agrícolas para a nossa região”, segundo Pedro do Carmo.

Com uma visão política oposta sobre 2022, João Dias do Partido Comunista Português, começou por referir que o ano transato ficou marcado “por umas eleições que não se esperavam com a dissolução da Assembleia da República no final de 2021”, o que no entender do deputado e do partido, “não eram necessárias”.

O importante para o PCP eram “as soluções”, nomeadamente “a um Orçamento do Estado que correspondesse às dificuldades que estavam colocadas aos trabalhadores, ao povo e às empresas”. No seu entender, 2022, veio revelar que o partido “tinha razão, por exemplo quando foi feito o aumento dos salários com base numa inflação de 0,9% quando houve uma inflação superior a 8%”.
Essa conjuntura contribuiu para “uma brutal perda do poder de compra que não se justifica com a guerra e com as sanções”, mas que “agravaram”, com esses factores, reforçou Joao Dias.

Por todos estes pontos de vista já mencionados, “o PCP vê com muita apreensão o ano de 2023, porque as dificuldades não foram combatidas”.
“Para o nosso distrito não houve correspondência em nenhum dos orçamentos, nem 2022, nem 2023, naquilo que são os projectos estruturantes necessários para o desenvolvimento. Cada vez estamos mais atrasados, mais atrás das outras regiões”.
As exigências para a “concretização das acessibilidades, da saúde e da educação”, do distrito de Beja, vão continuar a ser uma realidade este ano da parte do PCP. “A nossa população tem os mesmos direitos que os outros”, finalizou João Dias.

Os deputados de Beja, Pedro do Carmo do PS e João Dias do PCP, destacaram alguns dos pontos importantes de 2022 e os seus objectivos políticos para 2023.