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Reposição da Freguesia de Santo Amador “alvo de boicote”

Escrito por em Dezembro 27, 2022

Em nota de imprensa enviada à Planície, a Comissão de Luta pela Reposição da Freguesia de Santo Amador manifestou-se com o facto de a proposta de reposição da freguesia não ter dado entrada na Assembleia da República no dia 21 deste mês. A comissão “lamentou” a circunstância, referindo que o processo está a “ser alvo de boicote”.

João Ramos, um dos elementos da comissão em questão, adiantou que foi “tomada uma posição” perante este assunto. “Este processo deu entrada na Assembleia de Freguesia no dia 25 de Novembro e por isso, consideramos que teve mais que tempo de ser discutido entre os órgãos”.
Esclareceu que a “Assembleia de Freguesia pronunciou-se, aprovou a proposta apesar do parecer negativo da Junta de Freguesia, um parecer cheio de imprecisões e mentiras sobre aquilo que se passa na aldeia de Santo Amador”.

Perante isto, o assunto foi posteriormente remetido para a “Assembleia Municipal, para a Câmara e sabemos que a Câmara também deu um parecer negativo, mas ainda não conhecemos os pressupostos em que o deu”, constatou.
João Ramos adiantou ainda que estava previsto realizar-se uma Assembleia Municipal (AM) dia 20 deste mês, mas que tal não aconteceu porque “houve alguns elementos da AM que se recusaram a que fosse realizada, uma vez que até dia 21 tinha de haver unanimidade”, sendo necessário que “as pessoas cumpram aquilo que foi prometido”.

Questionado pela Planície sobre a importância da entrega da freguesia de que se fala, invocou desde logo a legislação que “permite que essa reposição seja feita. A freguesia de Santo Amador tem mais de 250 eleitores, tem 337 e um conjunto de infraestruturas, associações, apoio social, equipamentos desportivos e culturais, que lhe permite ser freguesia. Apresentámos um estudo de viabilidade económico e financeiro”, onde foi mostrado, segundo a comissão, “que era vantajoso e viável”.

Os números apresentavam para 2023 “um valor de investimento e aquilo que sobrava, depois de pagas todas as despesas a que a junta está obrigada, era na ordem de 37 mil euros, o que dá para fazer investimentos na aldeia”.
Na opinião da Comissão de Luta, estes “são motivos mais do que suficientes para a reposição da freguesia e acima de tudo porque corresponde à vontade das populações”.
Ao todo foram recolhidas 683 assinaturas, 283 de Santo Amador e 400 de Moura, que segundo João Ramos, “subscreveram a proposta”.