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Funcionários de lar em Santo Aleixo da Restauração contra “represálias” organizam hoje plenário

Escrito por em Novembro 29, 2022

Está previsto hoje, dia 29, às 10h30, um plenário geral de trabalhadores do Centro Paroquial Social de Santo Aleixo da Restauração, à porta do Lar Nª. Srª das Necessidades, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB).

Em causa está a “exigência de respeito por parte dos trabalhadores (as), o regresso da directora técnica, a reposição do corte no rendimento, o fim das represálias e a reversão da decisão do Bispo de Beja em manter elementos na direcção e conselho fiscal, ao arrepio das exigências dos trabalhadores”, segundo comunicado enviado à Planície pelo SINTAB.
O dirigente sindical regional, Joaquim Grácio considerou que a questão tem contornos “inexplicáveis”, ou seja, “as trabalhadoras deste lar sempre receberam o subsídio de alimentação, mas, entretanto, quando se sindicalizaram, foi-lhes cortado”.

Esta é “uma situação dramática para quem recebe apenas o salário mínimo e tinha esse complemento de 60 euros para a ajuda da sua vida”, clarificou a SINTAB.
O sindicalista considerou que o facto de as trabalhadoras deixarem de receber esse complemento, “é uma represália por se sindicalizarem”.

A situação foi mais longe e foi solicitada uma reunião à direcção do Lar Nª. Srª das Necessidades, conforme explicou Joaquim Grácio. “O presidente da direcção era o padre da paróquia, que deu a ordem para se voltar a pagar o subsídio”. Contudo, dois dos elementos da direcção não concordaram.
Perante este cenário, o sindicato pediu ao Bispo de Beja, José Marcos, um encontro para ajudar a esclarecer os conflitos existentes. Na altura, as funcionárias do lar voltaram a mostrar o seu desagrado a “fizeram um abaixo-assinado e a demissão em bloco, caso não fosse reposto o subsídio”.

Até ao momento nada foi feito pelas funcionárias do lar. Contudo, o sindicato apelida mesmo de “complô até mesmo com o Bispo”, sobre o que se tem passado na instituição, já que, entretanto, “o padre saiu da presidência da direcção, uma das vogais foi para a presidência e arranjaram mais uma pessoa para a direcção”.

O que está aqui em causa e voltou a frisar, “é a reposição dos valores, o fim do assédio moral, porque há perseguição às trabalhadoras” e pelo meio, “também a directora técnica foi para casa com um processo disciplinar”, confirmou Joaquim Grácio.

A Planície contactou a direcção do Lar Nª. Srª das Necessidades, que não se mostrou disponível para prestar declarações.