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Alentejo é a região de Portugal com menos diplomados

Escrito por em Novembro 27, 2022

O Alentejo apresenta a menor percentagem de trabalhadores com o ensino superior (15%) em Portugal continental. Entre os trabalhadores da região, 53% frequentaram apenas o ensino básico, 32% o ensino secundário, 13% possuem uma licenciatura e 1% um mestrado. A saúde, as ciências empresariais, a engenharia e técnicas, estão entre as áreas de formação superior mais comuns, de acordo com dados da plataforma Brighter Future.

O estudo demonstrou uma diminuição do desemprego nos recém-diplomados de quase 5%, entre 2014 (10,1%) e 2021 (5,2%), com a região a apresentar menos trabalhadores abaixo dos 35 anos (30%), superando apenas a região centro (28%) e a região autónoma da Madeira (27%). Os trabalhadores da região têm, maioritariamente, entre 35 e 44 anos (28%) e entre 45 e 54 anos (25%).

Nos sectores de actividade com mais trabalhadores destacam-se a agricultura, a pecuária e a pesca (15%), as actividades de saúde humana e apoio social (13%) e o comércio a retalho (11%). Entre 2010 e 2020, registou-se um crescimento de 12% no número de trabalhadores, tendo atingido os 19.400. No que diz respeito a salários, depois do Algarve (1054€), o Alentejo é a região do país com o salário médio mais baixo (1063 €), tendo este registado uma subida de apenas 36€ entre 2010 e 2020. O salário médio bruto é maior na faixa etária entre os 45 e os 54 anos (1.129 €), seguido pela faixa dos 35 aos 44 anos (1.113 €). As profissões que pagam melhor são a de directores de estratégia e planeamento (3.558€) e Médicos (3.351€). O fabrico de coque para produção de aço, e de produtos petrolíferos, é a área que oferece os melhores salários (3.306€).

Estes e outros dados podem ser consultados no Raio X das Regiões da plataforma Brighter Future da Fundação José Neves, disponível através do link https://brighterfuture.joseneves.org/raio-x-regioes.