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Agricultores de Moura e do Alentejo contra a extinção das direcções regionais

Escrito por em Novembro 22, 2022

A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (CAMB) discorda da decisão do Governo de extinguir as Direcções Regionais de Agricultura e iniciar o processo de transferência e partilha de atribuições destes serviços para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

A decisão aprovada na passada sexta-feira em Conselho de Ministros vem, segundo comunicado da cooperativa, “esvaziar ainda mais a importância estratégica e capacidade de decisão do Ministério da Agricultura, que já tinha perdido a área das Florestas para o Ministério do Ambiente e competências da Direcção-Geral da Alimentação e Veterinária”.

O presidente da cooperativa, José Duarte, afirmou em declarações à Planície que esta situação “é um passo no sentido de esvaziar o Ministério da Agricultura, que ao longo dos anos, tem vindo a perder influência no Governo e a perder valências”. De hoje para amanhã, a preocupação do empresário agrícola é que o ministério “passe a ter um Secretaria de Estado. Não é bom para o sector e denota da parte do Governo que a agricultura não é aposta do Executivo”.

José Duarte esclareceu que não é nada contra as CCDR’s, mas provavelmente, “o presidente da CCDR não tem o mesmo conhecimento de agricultura para tomar decisões muito importantes para o sector”.

A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos subscreve na íntegra a posição manifestada pela CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal que considera esta medida abusiva, absurda, antidemocrática e inaceitável. Junta-se ainda ao apelo da CAP para que a Assembleia da República tome medidas imediatas para travar a resolução do Conselho de Ministros, que muito prejudica o sector agrícola e as suas empresas.

Também a FAABA – Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo – vem manifestar-se em comunicado, contra a extinção das Direcções Regionais de Agricultura e a sua integração nas CCDR’s. “Trata-se de uma decisão já assumida pelo Governo que não trará qualquer vantagem para o sector agrícola”. Além do mais, “é reveladora da falta de peso político da actual Ministra da Agricultura e do desinteresse do Governo por um sector tão importante para a nossa região e para o país, enquanto garante de soberania alimentar e ocupação do espaço rural”.
A cooperativa de Moura e Barrancos partilha do mesmo descontentamento das associações sobre a extinção das Direcções Regionais de Agricultura, com os serviços a serem transferidos para as CCDR’s.