A tocar

Título

Artista

No ar

No ar

Background

APPACDM de Moura: Diamantina Escoval deixa a presidência

Escrito por em Novembro 16, 2022

A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Moura, que no passado dia 14 de Novembro fez 44 anos de existência, vai a votos no próximo dia 07 de Dezembro, para a eleição dos Órgãos Sociais para o quadriénio de 2023 a 2026.

A apresentação da uma lista única, põe fim ao mandato de Diamantina Escoval, a actual responsável de direcção da instituição.

Esta decisão teve a ver sobretudo com a gestão da parte pessoal e profissional da directora. Em entrevista à Planície, confessou ter uma vida profissional “muito preenchida, o que me deixa pouco tempo disponível para me dedicar à família e a mim própria”.

Com a certeza do legado que deixa, sente que “pertence a esta família desde a sua 1ª Comissão Instaladora”, já que é uma das “sócias fundadoras, com 44 anos de dedicação à instituição”.

Por agora, entendeu que “seria o tempo certo para deixar de pertencer aos Órgãos Sociais da APPACDM (de Moura) e dar o lugar a outros elementos e caras novas. Também começa a manifestar-se algum cansaço físico, porque gerir pessoas não é tão fácil para quem está de fora”. Por todas estas razões, a decisão foi pensada e “requer que eu faça uma pausa para estabelecer energias e encontrar-me”.

A actual presidente, parte para outra etapa da sua vida com a “consciência de que fiz o melhor que sabia e podia e se não o fiz, é porque não estavam reunidas as condições para tal”.

Questionada sobre a possibilidade de voltar para a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ), de Moura onde também foi presidente, explicou que para já, essa circunstância não é possível. “Para essa liderança só poderá haver uma porta aberta quando eu completar três anos que a lei da CPCJ prevê, quando acabamos o nosso tempo limite. Neste momento, esse cenário não se coloca”, adiantou e sublinhou: “Vou terminar os meus nove anos que posso estar na comissão, no dia 27 de Novembro e só daqui a três anos é que posso voltar a ser comissária da instituição”.

Mas diz, com um sentimento de nostalgia que se a situação fosse diferente, “não teria qualquer problema, até porque foi dos projectos, paralelamente com a APPACDM, que maior satisfação me deu enquanto pessoa”.

Diamantina Escoval não se candidata à presidência da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Moura, principalmente por razões pessoais.

Amanhã destacamos os elementos da única lista candidata e os objectivos para o futuro da instituição.