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STAL denuncia “ambiente intimidatório” a trabalhadora da Câmara de Beja

Escrito por em Novembro 15, 2022

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) denunciou em comunicado a situação de uma funcionária da Câmara Municipal de Beja, “que é simultaneamente delegada sindical” e que no dia 02 deste mês se “viu impedida de aceder ao seu posto de trabalho, na Casa da Cultura, encontrando o mesmo encerrado”.     

Na nota, a STAL afirma que há meses que a trabalhadora “tem vindo a ser confrontada com a retirada de acessos às aplicações informáticas, ficando impedida de realizar as suas atividades laborais na sua plenitude, limitando-se apenas às funções de atendimento ao público”.

A situação, segundo o documento, “resulta de uma decisão unilateral de mudança de local de trabalho, sem o consentimento da trabalhadora e sem a necessária auscultação por parte da CM Beja ao Sindicato que a representa, como a legislação o determina”.

O sindicato diz que não tem existido “qualquer respeito pelos direitos da trabalhadora, o executivo municipal, durante este período, tem criado um ambiente intimidatório e desestabilizador, culminando com a instrução de um processo disciplinar” e que só encontra justificação “para esta sequência de pressões, senão o facto da trabalhadora ser delegada sindical”.

A Câmara de Beja já se pronunciou à comunicação social sobre a acusação, sendo a vereadora Marisa Saturnino responsável pela Divisão de Educação da autarquia de Beja, onde trabalha a funcionária em causa.

A vereadora destacou que o executivo se mostrou “tranquilo” sobre o assunto e com o “tratamento perante qualquer trabalhador da autarquia”.

Marisa Saturnino considerou que a situação está a ser “politizada com um assunto que é do foro laboral”, já que as pessoas que pertencem ao STAL na Câmara de Beja, “são as do PCP”, tratando-se de “calúnias” e que a autarquia “agirá em conformidade”.