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Alentejo: Festival Terras Sem Sombra em risco de continuidade

Escrito por em Novembro 11, 2022

A falta de verba da Direcção-Geral das Artes (DGArtes) para o Festival Terras Sem Sombra, põe em risco o seguimento do evento que se realiza durante 12 fins de semana em território Alentejano. Música, Património e Biodiversidade, decorre em dezenas de concelhos da região, mas pode deixar de existir nos moldes actuais.

A directora executiva do festival, Sara Fonseca, afirmou à Planície que o que está em causa, “é a não continuidade do projecto, porque o valor, (60.000 mil euros) que nos candidatámos à DGArtes, permite fazer a continuidade com a qualidade que habituámos o nosso público e território, fazer a internacionalização e dar a conhecer um conjunto de municípios visitados e territórios abrangentes. E sem esse apoio nós não conseguimos”.

A notícia foi recebida com “surpresa e consternação” e apesar da entidade ter considerado “elegível a candidatura do Terras sem Sombra ao Programa de Apoio Sustentado às Artes, na modalidade bienal”, projecta “não a considerar, em termos financeiros, ‘em virtude de ter sido esgotado o montante global disponível para a área artística e/ou modalidade de apoio’”, adiantou Sara Fonseca.

Este facto, de acordo com a direcção do evento, “causa estranheza, face ao anúncio de que está previsto um notório reforço das verbas consignadas às Artes em 2023”.

Com um futuro incerto, o evento precisa agora de ser “repensado”, já que a organização não tem capacidade de o fazer como até aqui, “com actividades plenas”, admitiu a directora executiva. A solução passa por “nos sentarmos à mesa com os nossos parceiros e ver até onde podemos ir”. Mesmo com este impasse decisivo, a direcção promete “não desistir” do maior festival cultural de artes no Alentejo.

No dia 5 de Novembro, o Festival Terras sem Sombra terminou no concelho de Odemira, a sua 18.ª edição, após oito meses de uma intensa programação em 13 concelhos alentejanos.