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Carpas mortas em albufeira do Baixo-Alentejo – ICNF diz que impediu “desastre ambiental”

Escrito por em Outubro 24, 2022

A notícia que deu conta da morte de carpas de grandes dimensões na Albufeira da Boavista, em Almodôvar, mereceu da parte do presidente do Município, António Bota, alguma indignação, apesar da Câmara não ter jurisdição na albufeira. Questionado pela Lusa, o autarca afirmou que a autarquia agiu “por uma questão de ética, de moral, de civismo” e por ver que “as entidades não se estavam a entender”.

Disse ainda que “a falta de acção para defender o ambiente”, estava a provocar uma situação caótica para a saúde”.

O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), visado no assunto, esclareceu em comunicado enviado à Planície, que “adotou medidas para impedir desaste ambiental” e que a “informação errónea que está a circular nas redes sociais”.

Diz não ter “responsabilidade sobre o desastre” e vai fazer “participação ao Ministério Público para que sejam apuradas responsabilidades e sejam punidos os responsáveis”.

O ICNF defendeu-se e esclareceu que “notificou formalmente no dia 27 de julho os proprietários da albufeira da Boavista – a Herdade dos Toucinhos – e a concessionária da Zona de Pesca Lúdica desta albufeira – APCF – Associação Portuguesa de Carp Fishing”, referindo “o caráter de urgência na apresentação de uma proposta de medidas a implementar para a minimização dos impactos nas espécies da fauna aquícola decorrentes do esvaziamento da massa de água provocado pela situação de seca extrema sentida em todo o território nacional”.

A resposta da parte dos visados chegou em setembro, que incluía sete medidas que no entender do Instituto de Conservação “violavam manifestamente o disposto na Lei, em especial a captura, transporte e libertação de espécies exóticas invasoras em massas de água pondo em risco as populações de fauna aquícolas autóctones existentes nessas massas de água”.

A troca de informação levou a uma solução urgente, “com a manutenção temporária de carpas em dois contentores, para posterior devolução à albufeira da Boavista”, assim que o volume de água seja suficiente.

Apesar disso, o ICNF reitera que quer apurar responsabilidades e punir os responsáveis.