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Presidente de Serpa pede ajuda sobre a situação dos migrantes no concelho

Escrito por em Setembro 26, 2022

O presidente da Câmara Municipal de Serpa, João Efigénio Palma, debate durante a tarde de hoje, em conferência de imprensa, o aumento do número de migrantes desalojados em Serpa.

Bastante preocupado com os cerca de 40 migrantes que ainda estão a viver no Pavilhão de Feiras e Exposições de Serpa, o responsável autárquico, convocou o encontro com o intuito de “dar um grito de alerta para ver se alguém nos ouve e quase dar um murro na mesa. Isto é uma situação grave que se vem agudizando. Nós reagimos numa situação de emergência social, quando a Segurança Social pediu a nossa colaboração”.

Os acontecimentos que tiveram lugar no final de Agosto, levaram a que a autarquia de Serpa acolhesse os desalojados Timorenses que viviam na altura em Pias, numa habitação sem água e sem luz. “Houve uma intervenção em Pias (da Segurança Social), de uma casa que não tinha condições de habitabilidade com várias pessoas de ambos os sexos. Conseguimos criar condições mínimas no Pavilhão de Feiras e Exposições para albergar estas pessoas”.

Com as refeições a serem servidas pela Santa Casa da Misericórdia de Serpa, o edil serpense diz que a situação é “grave, porque há cada vez mais pessoas a necessitar de alojamento e estamos com dificuldades para assegurar a alimentação”. E explica porquê: “Quando isto aconteceu, tínhamos os motoristas disponíveis e neste momento, temos tudo ocupado com os transportes escolares. É difícil assegurar a logística”.

O presidente de Serpa afirmou que é necessária uma intervenção urgente do Governo. “Alguém a nível central tem de perceber o que está aqui e tomar uma posição”.

A imprensa local vai ter a oportunidade de ouvir e questionar em Sessão de Câmara, a situação futura dos desalojados Timorenses, um problema que preocupa os responsáveis autárquicos do concelho de Serpa.