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Os salários mais baixos estão no distrito de Beja

Escrito por em Junho 7, 2022

No 18º encontro Nacional de Associações Juvenis (ENAJ), que teve lugar em Faro na passada semana, o Primeiro-Ministro, António Costa, falou sobre a importância do aumento de salário em cerca de 20% e apelou às empresas para que façam esse “esforço colectivo”, para que haja “maior justiça”.

Apesar do salário médio de um trabalhador por conta de outrem se ter fixado nos 1.237 euros em Março deste ano, as disparidades salariais ainda são muitas.

Lisboa apresentou uma remuneração média mensal mais elevada de 1.506 euros e Beja a mais baixa, com 990 euros. Este montante, corresponde às remunerações declaradas à Segurança Social pelas empresas e sobre o valor ilíquido, remuneração ainda sem os descontos.

Contactado pela Planície, o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL), Vasco Santana, não se mostrou admirado com a situação: “É algo que não nos surpreender. Os nossos economistas também têm constatado essa informação. Existe uma disparidade muito grande entre aquilo que são os salários nas zonas onde existe uma maior densidade populacional”, com outras, como é o “caso de Beja, onde a densidade populacional é inferior. Isso tem-se vindo a agravar porque não existem medidas necessárias para que estas matérias possam ser devidamente estudadas e solucionadas”, assegurou.

O importante, ressalva Vasco Santana, é que haja uma “preocupação com o interior e com a região do Alentejo. É uma região com uma densidade grande de área, mas tem uma população envelhecida. Isto demonstra que as ideias e propostas que o Governo tinha apresentado nos últimos anos, não estão a ter cabimento na realidade, nem resultado, porque muitas delas não foram colocadas em prática”.