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Incentivo financeiro fundamental na produção de cereais no Alentejo

Escrito por em Junho 1, 2022

A visita de campo da Ministra da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes, a convite da Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches e pelo Clube Português dos Cereais de Qualidade, levantou mais uma vez, a questão das reservas de cereais no Alentejo. 

A ministra referiu na altura à imprensa, que o nosso País tem “reservas de cereais para cerca de um mês em ‘stock’”, apesar dos importadores garantirem que “não há qualquer problema no abastecimento”, informou Maria do Céu Antunes, mesmo com a guerra da Ucrânia.

A Planície contactou o presidente da Associação de Agricultores do Sul, Rui Garrido, para saber as implicações desse problema na região. Como tal, “nunca podemos falar em autonomia porque nunca conseguiremos lá chegar, mas pelo menos termos alguma capacidade de constituir algumas reservas”.

Na visita das entidades governamentais, o tema das ajudas ao cultivo de cereais foi “altamente abordado, no sentido de incentivar à produção. A ministra falou numa ajuda que podia ir (ainda não tem os valores discutidos), por 200 euros por hectare no caso do milho e 104 euros no caso dos cereais praganosos (trigo mole, trigo duro, centeio, cevada, aveia e triticale)”, disse o empresário agrícola.

Ainda sem certezas, Rui Garrido sublinhou a relevância destes incentivos: “É importante que esta medida vá para a frente e que possa incentivar a produção de cereais, que tem vindo a cair drasticamente no nosso País. Estatisticamente, parece que este é o ano com menos área semeada de cereais, desde há 100 anos”.

O fundamental é que a produção seja competitiva e esta ajuda “pode inverter um bocadinho as coisas”, assegurou Rui Garrido.

Um estímulo financeiro pode contribuir para que haja maior produção de cereais no Alentejo.