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Agricultura na região do Alentejo representa 8,8% do PIB em Portugal

Escrito por em Abril 26, 2022

No dia em que se assinala a Produção Nacional, hoje 26 de Abril, a Pordata (uma base de estatísticas sobre Portugal, os Municípios e a Europa), destacou a riqueza criada pela agricultura, sector que gerou mais de 3.500 milhões de euros o ano passado, valor este que produzia mais do dobro da riqueza, mas está em queda desde os anos 80 devido à inflação.

Os dados dizem que a agricultura tem maior relevância económica no Alentejo, representando 8,8% do Produto Interno Bruto (PIB), seguido da região dos Açores com 6,8% e no sentido oposto, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) representa o menor peso com (0,3%).

O portal Pordata apresentou ainda que em Portugal, as culturas agrícolas que ocupam maior superfície são o olival com 4,1% do território, seguido dos cereais com 2,3% e por último a vinha, com 1,9%.

No que diz respeito ao azeite, em 2020, Portugal foi o quarto maior produtor de olival com 723.000 toneladas, num ranking de oito países, com a Espanha a liderar com 8.1 milhões de toneladas.

Estes dados indicam que a agricultura em Portugal, regista cada vez menos trabalhadores: em 1989, Portugal tinha 1,5 milhões de agricultores, o equivalente a 16% da população residente, e três décadas depois, tinha 650.000.

A mão de obra agrícola é constituída por 364.866 homens e 283.386 mulheres, sobretudo, com idades acima dos 55 anos e com o ensino básico, de acordo com os últimos dados disponíveis reportados a 2019.

Já no que toca à remuneração média mensal dos trabalhadores por conta de outrem no sector agrícola, fixou-se em 1.042 euros em 2020, enquanto na agricultura e pesca foi de 823,1 euros.

Os números concluem que mais de metade da superfície agrícola em Portugal, serve para pastagens permanentes para a produção pecuária, enquanto 26% é ocupada por terras aráveis para a produção agrícola e 22% por culturas permanentes.

No Dia da Produção Nacional, é importante sensibilizar a população portuguesa para a importância social e económica, combatendo o desemprego e contribuindo para a sua importância nos mercados externos, com o objectivo de a tornar mais competitiva num mercado cada vez mais global.