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Hospital de Serpa: Autarquia e partidos políticos não escondem debilidades

Escrito por em Abril 15, 2022

Nas últimas semanas, o funcionamento do Hospital de São Paulo, em Serpa, tem merecido alguma preocupação da parte da autarquia de Serpa, dos partidos políticos de Beja, nomeadamente de Pedro do Carmo, deputado do PS eleito por Beja, dos eleitos da CDU na Assembleia Municipal de Serpa, da comissão política distrital de Beja do PSD e da distrital de Beja do Bloco de Esquerda. Em questão, estão as eventuais debilidades dos serviços de saúde, o possível encerramento das urgências e a gestão feita pela Santa Casa da Misericórdia de Serpa, de passar a ser gerida pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Nesse sentido, a Planície fez questão de ouvir o presidente da Câmara Municipal de Serpa, João Efigénio Palma, após o envio de um comunicado de imprensa, em que, entre outras coisas, “defende que o Hospital de São Paulo deve voltar a integrar o Serviço Nacional de Saúde”. O edil serpense declarou que apesar de não saber se “a urgência vai encerrar e espero bem que não, tem sido uma preocupação nossa a situação do funcionamento da urgência”.

Sem fazer acusações, o responsável de Serpa diz que a autarquia tem a “perfeita noção do grande esforço que a Santa Casa da Misericórdia (de Serpa), tem feito para manter aquele serviço em funcionamento”. Todavia reconhece que o que está em causa, é o “direito da população, dos nossos munícipes, em ter um serviço de saúde em condições”. Assim, a exigência camarária é “junto do Ministério da Saúde, da ULSBA e do Governo, de cumprirem aquilo que a Constituição disponibiliza e garante, que é assegurar aos cidadãos deste concelho condições de saúde dignas e necessárias”.

Outro ponto essencial abordado pelo presidente da Câmara, foi a questão da desertificação do Baixo Alentejo e da perda de população nas zonas interiores: “A fixação de população também depende, entre outras, da existência de bons serviços de saúde, que deem resposta às necessidades das populações e da existência de uma urgência aberta, 24 horas por dia, com recursos humanos qualificados e com meios físicos”, destacou.

Também o deputado do PS de Beja, Pedro do Carmo, esclareceu à nossa redacção, que falava sobre o assunto, “enquanto 1º eleito do Partido Socialista, eleito pelo círculo de Beja, quer na sua estrutura local e regional, que terá a posição do Partido Socialista”.

Conhecedor destas situações, destacou a “falta de médicos, a indisponibilidade de serviços”, ser “uma constante, quer nos serviços privados, ou contratualizados ou no SNS. No SNS, é por vezes mais fácil colmatar essas falhas, mas é preciso dizer que o PS tem cumprido o protocolo que estabeleceu com a Santa Casa da Misericórdia e eu penso que será essa entidade que tem de encontrar essas soluções para dar resposta aos cidadãos”.

 

 

A opinião dos eleitos da CDU na Assembleia Municipal de Serpa, também foi tida em conta através de comunicado enviado à Planície, em que consideram que o “Hospital de São Paulo deve, de imediato, retornar ao âmbito directo do Serviço Nacional de Saúde, espaço donde nunca deveria ter saído” e “garantindo a todos os cidadãos, o acesso a cuidados de saúde, bem como uma eficiente e racional cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde”.

Igualmente preocupados com a situação dos munícipes, a comissão política distrital de Beja do PSD, mostrou que “está atenta às carências que o Hospital de São Paulo continua a demonstrar nos serviços que presta à população do concelho de Serpa” e que tem reunido “algumas vezes com o Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Serpa, no sentido de acompanhar a situação do serviço de urgência e do protocolo celebrado no que concerne à gestão do Hospital de São Paulo”, em comunicado enviado à Planície.

O posicionamento da distrital de Beja do Bloco de Esquerda, alertou também para o encerramento do serviço de urgência, da “meia-noite às 8 da manhã, alegando falta de médicos”. A mesma nota dá conta ainda do encerramento não ser só de noite, mas “progressivamente durante o dia, esvaziando este serviço, com prejuízo directo para as populações dos concelhos de Serpa e da margem esquerda do Guadiana”.

As supostas debilidades dos serviços de saúde, o possível encerramento das urgências e a gestão feita pela Santa Casa da Misericórdia de Serpa, de passar a ser gerida pelo Serviço Nacional de Saúde, merecem da parte da autarquia de Serpa e de alguns partidos político do distrito, alguma preocupação.