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Seca prejudica apicultores do concelho de Moura

Escrito por em Março 2, 2022

A seca severa e extrema que assola o distrito de Beja e o concelho de Moura, prejudica todos os sectores que geram economia para a região, como a agricultura, a cerealicultura, a pecuária, em que os preços das rações para o gado sobem diariamente, mas também a apicultura, com a produção de mel a sofrer uma quebra de 70 a 80% no concelho.

Quem o diz é o responsável da empresa Apitereno, António Tereno, situada em Amareleja, que se mostrou muito preocupado com a situação, conforme disse à Planície: “A seca no nosso concelho em termos de apicultura afecta e de que maneira, porque a pluviosidade é decisiva em termos de polens, néctares e da resistência das plantas rasteiras”.

O Alqueva não tem influência, segundo o apicultor, porque “foi desenhado para o regadio de plantas de grande dimensão, como olival e amendoal. Essa é uma árvore de exclusivo interesse através do pólen para a abelha. O Alqueva para a apicultura em nada nos ajuda”.

A quebra em termos de produção não é total, mas é quase: “Quase total não diria, porque desde que as temperaturas não subam, as plantas mais frágeis vão-se aguentando com o nível de humidade bastante baixo no solo. Mantendo-se as previsões de zero ou quase zero pluviosidade, prevejo que possa haver quebra na casa dos 70 a 80%”, quebra essa na produção de mel, conforme afirmou António Tereno.

Na opinião de António Tereno, a principal medida de apoio aos apicultores, passa por um incentivo em numerário. “Da mesma forma que se subsidia quem tem ovelhas, cabras e vacas e muitas vezes a pastorearem em sistemas superintensivos, que prejudicam as abelhas no interesse do ambiente, essas ajudas têm de ser em numerário”. Para o produtor as ajudas são fundamentais para que “os apicultores continuem a lutar e a trabalhar em prol do planeta”, concluiu António Tereno, que assegurou que a produção de mel teve uma quebra de 70 a 80% no concelho.