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Seca: Barragem de Alqueva “a salvação” do Alentejo – CAP

Escrito por em Fevereiro 10, 2022

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo Oliveira e Sousa, considerou à margem da conferência em Vidigueira, sobre agricultura, que o país está aflito com a seca, porque toma “sempre” medidas “em cima do joelho” e, por isso, “nunca são suficientes”.

“Em 10 anos, houve oito anos com seca. O ano passado escrevi, em Março, um artigo a dizer: este ano está a chover, temos que falar sobre seca. E não falámos. Consequência, agora que estamos com a seca, estamos aflitos porque não fizemos o trabalho de casa”, disse à agência Lusa Eduardo Oliveira e Sousa.

O responsável frisou que, quando diz que as medidas de combate à seca “nunca são suficientes”, é “porque são sempre tomadas em cima do joelho” e, por isso, “não chegam”, já que Portugal tem que se preparar “para viver com a seca.  “Temos que perceber o que é que temos que mudar para viver com a seca. Temos que criar opções e construir as soluções para criarmos uma barreira, o mais possível, ao avanço do deserto do Norte de África que nos está a invadir”, avisou.

Segundo o responsável, “uma das maneiras de associar a presença de pessoas ao combate à desertificação é através da intensificação da agricultura”, o que se faz “com o regadio”.

“Neste momento, a única parede que já fomos capazes de dirigir contra o avanço da desertificação foi Alqueva”, frisou, sublinhado que este “é um dos sucessos” do projecto, que considerou “a salvação” do Alentejo.

O responsável explicou também que as medidas de combate à seca “não são suficientes” porque “estas matérias não estão a ser estudadas” numa perspectiva conjunta.

“Temos que integrar os assuntos” e “pôr os cientistas, os académicos, os engenheiros a falarem para, depois, os políticos decidirem”, defendeu, criticando que, em Portugal, “os políticos decidem e, depois, os engenheiros vão à procura das soluções e as coisas não se fazem assim” sublinhou.