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Barragem de Alqueva assinala hoje o 20º aniversário

Escrito por em Fevereiro 8, 2022

O dia 8 de Fevereiro de 2002 ficou marcado pelo encerramento das comportas da barragem de Alqueva, dando assim início ao seu enchimento.

A barragem de Alqueva, o maior lago artificial da Europa, é uma das mais importantes infraestruturas do Alentejo e mudou para sempre vidas, memórias, a agricultura, as culturas e acima de tudo, o desenvolvimento de uma região que se mostrava estagnada e que tem sido cada vez mais projectada para o mundo.

Quase como um bom presságio, Alqueva deriva de “alqueive” que significa “terra de pousio” ou “deserta”, de acordo com as características geológicas.

20 anos depois, a EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva) assinalou o dia.

O Presidente do Conselho de Administração da EDIA, José Pedro Salema, partilhou com a Planície a relevância da infraestrutura do Alentejo: “Alqueva mudou o panorama agrícola do Baixo Alentejo, do Alentejo Central, a paisagem com muito mais verde, o emprego com a criação de milhares de postos de trabalho e a criação de riqueza da terra, com a garantia da água que a fornece”.

Ao longo destes 20 anos, “foram sendo destruídos muitos mitos em torno do projecto: que não existia água, que não existiam agricultores, que não existiam interessados. Tudo se veio a confirmar como planeado e Alqueva mostrou que funciona como projectado e conseguiu a transformação que ambicionava”, afirmou convicto José Pedro Salema.

A EDIA reforçou o aniversário com o envio de uma nota de imprensa à Planície, onde mencionou que “a Mãe de Água do projecto de Alqueva, é hoje um instrumento incontornável na promoção do desenvolvimento de toda a região, contribuindo para o desenvolvimento do País”, segundo a informação.

Criada para se constituir como “Reserva Estratégica de Água” de grande parte do Sul de Portugal, “Alqueva tem vindo a dar provas da sua grande capacidade de regularização do rio Guadiana, permitindo ultrapassar os longos períodos de seca que têm assolado a região, sendo essa a sua primeira e principal missão”.

Tendo atingido pela primeira vez a sua cota máxima a 12 de janeiro de 2010, Alqueva já efectuou por três vezes descargas controladas e chegou por quatro vezes à cota de pleno armazenamento, que são os 152 metros.

E é nesta cota que é criado o maior lago artificial da Europa, com uma superfície de 250 km2, mais de 1.100 km de margens e um volume armazenado de 4.150 milhões de metros cúbicos.

“A garantia de água dada por esta reserva estratégica permitiu uma grande adesão (mais de 95%) dos agricultores às novas culturas e técnicas de regadio. Hoje temos cerca de 120 mil hectares a receberem água de Alqueva enquanto as suas centrais hidroeléctricas contribuem com cerca de 4% de toda a energia hídrica em Portugal”,  pode ler-se na nota de imprensa.

Por outro lado, “Alqueva garante ainda o reforço de abastecimento público a mais de 200 mil habitantes no Alentejo, número que tende a crescer com a previsão da ligação de Alqueva a outras origens de água para abastecimento público, nomeadamente a albufeira de Monte da Rocha”.

Para além da agricultura e da energia, também o turismo, lazer e desportos náuticos, encontraram nesta nova realidade um motor para a sua expansão e desenvolvimento.

As Praias Fluviais são a prova evidente desse crescimento, que têm vindo a ser criadas e que mobilizam milhares de veraneantes todos os anos. São também as marinas, os cruzeiros, passeios de barco ou o aluguer de embarcações, a restauração e as dezenas de unidades turísticas, que dinamizam as economias locais beneficiando as localidades circundantes do Alentejo.

Como conclusão, “o projecto Alqueva poderá contribuir com mais de 500 Milhões de Euros anuais para o Produto Interno Bruto Regional e criar mais de 10 mil empregos permanentes nos sectores agrícola, agroindustrial e do turismo”.