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Alentejo está a perder enfermeiros para a emigração

Escrito por em Janeiro 17, 2022

Segundo a Ordem dos Enfermeiros, (OE), desde o início da pandemia, em 2020, mais de 2000 Enfermeiros solicitaram à Ordem a declaração para efeitos de emigração.

No total, a OE recebeu 2143 pedidos de declarações: 1230 em 2020 e 913 em 2021, especialmente no segundo semestre do último ano, altura em que milhares de Enfermeiros saem das escolas para o mercado. Assim, enquanto até Junho tinha havido 277 pedidos de emissão de declarações, entre Junho e Dezembro esse número ascendeu a 636.

Celso Silva do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, (SEP), disse à Planície que “a situação no Alentejo, é igual ao resto do País, vários colegas têm abandonado o SNS, para irem, para o estrangeiro à procura de melhores condições de trabalho”. O sindicalista adiantou que “o nosso governo, infelizmente não valoriza a profissão de enfermagem. Não contracta o número de profissionais adequado, os colegas andam muito cansados com o número de horas extraordinárias os serviços”.

Celso Silva sublinha que “no conjunto do Alentejo, são realizadas milhares de horas extraordinárias todos os meses, em diversos serviços. Além dessas, há uma divida enormíssima de milhares de horas aos enfermeiros, que trabalham nos feriados, não tem gozado a correspondente folga e somando tudo dá uma dívida extremamente grande”.

A Ordem dos Enfermeiros salienta que, só no último ano, o número total de Enfermeiros que manifestaram intenção de emigrar corresponde a cerca de um terço dos novos Enfermeiros formados anualmente pelas escolas portuguesas.