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Legislativas 2022 – João Dias destaca os pontos-chave da CDU

Escrito por em Janeiro 12, 2022

No ciclo de entrevistas da Planície, que terminou com a intervenção do cabeça de lista da CDU pelo distrito de Beja, João Dias, a conversa começou com a notícia da intervenção do secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, prevista para hoje e que por esse motivo será afastado da campanha eleitoral.

Sobre as eventuais consequências para a CDU nestas legislativas, João Dias foi claro: “Independentemente da nossa orientação político-partidária, a saúde está sempre em primeiro lugar. Espero que tenha sucesso e que corra tudo bem”. Por outro lado, “A CDU tem por todo o país candidatos pelos círculos eleitorais e é nesse sentido que se vai lutar. É preciso esclarecer que a campanha não se faz só com o nosso secretário-geral, é todo um envolvimento de pessoas amigas, activistas, militantes, uns do PCP, outros do Partido Ecologista “Os Verdes”. No nosso distrito temos um empenho e envolvimento que nos permite levar propostas e chegar às pessoas”, assegurou João Dias.

 

Durante a entrevista, foram abordados os pontos-chave que integram o programa eleitoral da Coligação Democrática Unitária. “Apresentámos 10 propostas que condensam iniciativas e soluções que estão abertas a outras necessidades de intervenção. Todas elas são prioritárias”, destacou o candidato.

João Dias realçou que o domínio do emprego, “é muito preocupante e desde logo, o Estado tem de dar o exemplo. É através dos investimentos públicos que as populações se fixam com os mais diversos serviços públicos, porque atrás do investimento público, vem o privado e nesta conjugação, resulta aquilo que é fundamental, que é gerar emprego e empregabilidade”.

Para o cabeça de lista da CDU, essa empregabilidade faz-se com “direitos, combatendo a precariedade e com salários justos. Estamos numa região do país onde são praticados os mais baixos salários”.

 

A CDU defende assim, “uma economia diversificada, que não pode ser concentrada numa só área e sabemos que a agricultura tem o peso que tem no nosso distrito. Temos de afirmar o nosso distrito como o grande centro agroindustrial do país. Mais indústria para a transformação e produção da matéria-prima, que acrescentamos a água de Alqueva”.

Nessa área, João Dias referiu a diversificação da agricultura: “Não precisamos de produzir só azeitona ou só amêndoa. Precisamos de produzir outras culturas hortofrutícolas que nos permita ter mais trabalho agroindustrial e mão de obra especializada”.

Nesse sentido, essa poderá ser a resposta para fixar os jovens na região, tal como afirmou o candidato: “Só com uma economia diversificada é que se responde às expectativas tão diversas que os jovens têm”. E sublinhou ainda que esse factor irá “permitir que os que cá estão, possam cá continuar e permitir que outros possam vir para cá”.

Mas não é a única solução para o partido: “Uma oferta formativa diversificada e ajustada ao nosso território de novas tecnologias, do digital”.

Outra área industrial abordada, foi a do sector mineiro. “Temos uma riqueza imensa na área de exploração mineira. No caso da mina de Neves Corvo e da Almina (Minas do Alentejo), em Aljustrel, em que todo o minério que sai daqui sem ser transformado. É necessário que exista a componente pública na exploração mineira, que está toda na mão de multinacionais estrangeiras”.

Ainda na temática de desenvolvimento para a região, o candidato voltou a focar a sua atenção na agricultura em especial no olival super intensivo “em troca do intensivo, que requer muito pouca mão de obra”. “Na produção de azeitona, o lucro por hectare é de 5.000 euros e não está a chegar às pessoas, nem às empresas. Essa riqueza está a ir para fundos monetários estrangeiros que financiam a terra”, sublinhou.

 

No campo da saúde e como enfermeiro, João Dias afirmou que o Hospital de Beja “é um bom exemplo da falta de investimento, da falta de vontade política, mas também de muita incompetência. Desde 2015 para cá, aprovámos dois projectos para a concretização da construção do novo edifício do Hospital de Beja”. E continuou: “Já foi aprovado, já veio no Orçamento do Estado e não foi concretizado por falta de vontade do PS”.

 

No que respeita ao sector das acessibilidades/mobilidade, “temos sido a única e primeira força a apresentar os projectos na Assembleia da República da ferrovia, do IP8, do aeroporto, do hospital (Beja), do IC2, do IC27 e do IC2. Cada um desses projectos vale por si e todos têm um valor inestimável para o desenvolvimento da nossa região”.

 

Já na educação, é urgente “a conclusão da Escola Secundária de Serpa, um projecto aprovado por unanimidade na Assembleia da República” e quanto o assunto é a transferência de competência, o deputado é contra: “O Governo quer transferir encargos e responsabilidades para a autarquia (Serpa), no valor de 400 mil euros”.

 

Nas políticas sociais é preciso, “creches gratuitas e os incentivos à natalidade”, entre outras medidas.

 

Do programa da CDU fazem parte os diferentes domínios, como o emprego, a saúde, a agricultura, o investimento na indústria, a educação e as políticas sociais, entre outras, sem esquecer o assunto da “Bazuca Financeira”.