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Legislativas 2022: Ana Moisão destaca as prioridades do programa do CHEGA

Escrito por em Janeiro 4, 2022

A candidata do CHEGA pelo círculo eleitoral de Beja às legislativas de dia 30 deste mês, deu a primeira entrevista do ciclo de legislativas distritais à Planície, onde focou os principais aspectos do programa do partido nas diversas áreas.

A vice-presidente do CHEGA, afirmou que a prioridade passa pelo “investimento nas comunicações rodoviárias e ferroviárias com grande destaque para a ferrovia”, que considera ser “a única forma de fixar pessoas e é preciso que exista esse investimento”.

A vereadora eleita pelo CHEGA na Câmara Municipal de Serpa, abordou o assunto do aeroporto, já que “a dinamização do equipamento está feito e precisa de ser utilizado e servir o distrito e não interesses económicos de grupos restritos”.

Apresentadas de forma sucinta as questões das acessibilidades, no que toca à saúde, Ana Moisão considera fundamental a “criação de parcerias com instituições públicas e privadas” e “apostar nos centros de saúde e na ampliação do Hospital de Beja. Somos o único hospital a nível nacional que não tem aparelho de ressonância magnética e foi prometido até Dezembro de 2021. Onde está?”.

A candidatada pelo CHEGA, que trabalha actualmente como relações públicas, disse que a solução passa por fazer “pressão e nós apontamos algumas responsabilidades à ULSBA. Queremos uma parceria com o privado e o Estado tem de fazer essa parceria”.

Outro aspecto que se prende com a questão da saúde, é a fixação dos profissionais da área. “É um problema muito grave nos centros de saúde, no Hospital de Serpa e um pouco pelo distrito. Há especialidades do Hospital de Beja em risco e outras que não há, por falta de técnicos e profissionais de saúde”, assegurou Ana Moisão.

A vice-presidente do CHEGA, considera que, “é preciso dar melhores condições às pessoas nos sítios onde trabalham” e não “as levarmos à exaustão com horas extra que não são pagas”.

Na opinião da candidata, as autarquias também têm um papel importante no assunto: “A nível autárquico também pode ser feito algum trabalho, quer a nível de incentivos, quer a nível fiscal, de habitação, como em passes rodoviários. Está mais do que na hora de olharmos para os profissionais de saúde”, destacou Ana Moisão. E questionou: “Estão 16 vagas abertas para o Hospital de Beja e eu quero ver quantas vão ser preenchidas e o que a ULSBA está a fazer nesse sentido”.

Outra área que mereceu atenção na entrevista, foi a do emprego: “É preciso criar condições para fomentar o desenvolvimento demográfico que passa pela dinamização da economia”, com “a criação de mais postos de trabalho, mais serviços, mais mão de obra qualificada. Esse é o grande desafio em termos de emprego”.

No programa do partido em questão, a reforma fiscal faz parte das medidas propostas: “Defendemos mais condições às empresas, para darem melhores condições aos seus funcionários. É o sector privado que gera riqueza e não o Estado, que representa 50% da economia. Queremos o sector privado com maior representatividade”.

Sobre a educação, “uma das bandeiras do programa” do CHEGA como disse Ana Moisão, porque “a educação é a base da nossa sociedade. Somos contra este modelo de educação que foi criado. As salas de aulas dos alunos foram assaltadas com políticas fundamentalistas progressistas que imprimem uma doutrina aos alunos”.

Neste campo, o partido diz ser “contra o facilitismo e defendemos os exames nacionais e um Estado que defenda o professor”.

Na habitação, o CHEGA diz ser contra “o modelo de habitação social” porque “não funciona. Darmos casa a alguém e da forma como está é para a vida e não pode ser assim. Defendemos o modelo de habitação social não permanente e muito menos para desdobramento de contratos para gerações”. E destacou: “Deve haver uma atribuição com critérios e maior fiscalização das condições”.

Outra medida neste sentido, é a habitação jovem: “Defendemos regalias para que os jovens possam ser mais autónomos e ter casa”, além da “abolição do IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis”.

Nas políticas sociais, o partido defende que “sabemos que infelizmente não vamos conseguir acabar com o rendimento de reinserção”. Porém, “sabemos que existe um problema e que há minorias que necessitam do rendimento de reinserção”.

Ana Moisão realça que “a parte mais fácil dos partidos se descartarem destas retóricas, é dizer que o CHEGA é contra a comunidade cigana. Nós não somos contra a comunidade cigana, mas sim que qualquer minoria se sinta acima da lei e que as pessoas façam desse problema vida. Temos de rever as políticas de reinserção social”.

Sendo a agricultura um sector fundamental para o Baixo Alentejo, também foi outro dos assuntos abordados na entrevista: “Os agricultores têm de ser apoiados. A agricultura dá muitos postos de trabalho. É preciso haver mais acções de sensibilização com os agricultores”, afirmou a candidata.

Durante a conversa com a Planície, a candidata pelo CHEGA às legislativas pelo círculo de Beja realçou a prioridades do partido.