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Moura: Álvaro Azedo não se mostrou surpreendido com o chumbo do Orçamento

Escrito por em Dezembro 30, 2021

O Presidente da Câmara Municipal de Moura, Álvaro Azedo, não se mostrou surpreendido com o chumbo da GOP e do Orçamento Municipal, ambas as propostas rejeitadas ontem à noite em reunião de Assembleia Municipal: “Com o figurino que saiu das eleições autárquicas, sabíamos que situações desta natureza podiam surgir. Teremos este e outros exercícios da mesma natureza nos próximos anos”.

Para fazer face a este tipo de situação, o edil mourense refere que se preveniu: “Criámos uma equipa para auscultar os partidos eleitos, ao abrigo do Estatuto do Direito de Oposição, no sentido de conciliar posições que permitissem validar este documento”.

Concretamente no caso da descentralização de competências, Álvaro Azedo afirma que “a CDU diz que é contra a descentralização de competências na área da educação e por esse motivo, não quer validar o orçamento e plano. Mas a CDU esquece-se que foi este executivo camarário que rejeitou esta descentralização de competências e agora chegámos a um ponto de não retorno”. O responsável da autarquia mourense reforça que “temos de a aceitar, a bem das pessoas que trabalham nas escolas, do trabalho que se faz todos os dias em prol das nossas crianças e jovens que a câmara tem de ser responsável e a CDU não está a ser responsável”.

Ainda sobre o mesmo tema e sobre a actuação do partido da oposição, Álvaro Azedo sublinha que a CDU “não quer aprovar este orçamento porque continua ressabiada com o resultado eleitoral que tivemos e recorre ao argumento da descentralização de competências para justificar o injustificável”.

Por outro lado, o CHEGA também inviabilizou as propostas apresentadas: “Temos o outro lado negro da história. O CHEGA não apresenta proposta e vota contra porque tinha de se votar contra o Orçamento do PS”, reforça o Presidente da Câmara de Moura.

Neste momento conturbado para o município, o autarca destaca o voto de confiança nos eleitores: “O que fica é que da nossa parte, continuaremos a trabalhar de forma entusiasmada. Sabemos que é um momento desafiante, mas não deixaremos de pensar na população e não em eleições legislativas, nem interesses político partidários”.

E realça ainda que o principal são os projectos que não foram aprovados: “Projectos importantes para o desenvolvimento deste concelho, vão ficar retardados e alguns não podem arrancar no próximo ano”.

Álvaro Azedo faz questão de dizer que o executivo camarário está disponível para conversar: “Continuamos atentos e com disposição para conversar com todos”, destacando que “continuamos à espera de uma atitude positiva que contrasta com o discurso da CDU. Eles dizem uma coisa e fazem outra nas reuniões de câmara e de Assembleia Municipal”.

Com o propósito de chegarem a um acordo, “contamos com todos para que tenhamos um orçamento para 2022. Se não tivermos orçamento para 2022, não há problema nenhum. Justificaremos sempre à população deste concelho porque é que há obras que não se podem fazer, obras que vão ficar atrasadas, mas continuaremos a trabalhar com a mesma determinação em prol dos interesses da população”, conclui Álvaro Azedo.

De referir que a questão da descentralização de competências na área da educação, divide PS e CDU e foi uma das razões de rejeição da GOP e do Orçamento para 2022.