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CDU de Moura Justifica chumbo do Orçamento: “Pouca ambição destes documentos”

Escrito por em Dezembro 30, 2021

Helena Costa Pais, da CDU, justificou o chumbo da GOP e do Orçamento para 2022 por apresentar uma “incapacidade de escutar os outros, a falta de projecto e falta de estratégia deste executivo que não se alterou depois das eleições autárquicas. A pouca ambição destes documentos, que no nosso entender vai conduzir Moura a um cenário ainda mais desastroso”.  

A responsável pela Coligação Democrática Unitária de Moura reforça que “entendemos que a não justificação de um défice de 8 milhões de euros e a própria antecipação do processo de transferência de encargos, que para nós são linhas vermelhas que não podemos ultrapassar”.

Sobre a decisão tomada pelo partido de não deixar passar os documentos, Helena Costa Pais afirma que “esta decisão não foi tomada de ânimo leve. Estamos muito cientes da importância destes documentos. Por essa razão, não podemos permitir que o PS torne o concelho de Moura irrelevante a nível regional e nacional”.

No que diz respeito às responsabilidades das potencialidades do concelho, Helena Costa Pais vai mais longe ao dizer que “Moura tem muitas potencialidades que devem ser encaradas por parte do executivo de forma mais competente. A população pode ter a certeza que a CDU tudo fará para que haja um rumo certo e sustentável para o nosso concelho”.

Na opinião da eleita da CDU, o “PS demitiu-se da governação e procurou fazer até agora chantagem neste processo. Assumiu que o chumbo deste documento, é uma desculpa para a falta de trabalho. Nenhuma das intervenções que referiram no seu comunicado está posta em causa com a rejeição deste Orçamento”. Pelo contrário, segundo Helena Costa Pais: “Já constavam de orçamentos anteriores e vão realizar-se na mesma, assim o presidente queira”.

Essa mesma informação é reforçada com o envio de uma nota de imprensa à Planície pela Comissão Coordenadora de Moura da CDU, onde faz referência às intervenções do Orçamento: “A sua esmagadora maioria já consta do mesmo, umas desde 2018, outras desde 2019, outras desde 2020 e outras desde 2021 e uma delas nem consta. Em vez disso deveria ter construído um documento à altura dos pergaminhos do concelho e que garantisse um futuro melhor para todos os habitantes do concelho”.

Uma das questões mais problemáticas no Orçamento, tem sido a transferência de competências na área da educação. Sobre o assunto, Helena Costa Pais afirma que “a transferência de competências passa para a câmara apenas na altura em que está prevista, apenas a 1 de Abril”.

Num apelo ao diálogo, a CDU mostra que “está disponível para dialogar e viabilizar orçamentos e planos consistentes que contribuam para a melhoria de vida no concelho”.

Em jeito de conclusão, “a falta de ambição” dos documentos apresentados, levou entre outras razões, ao chumbo dos mesmos por parte da CDU.