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Bloco de Rega Moura/Póvoa/Amareleja lançado a partir de 10 de Janeiro

Escrito por em Dezembro 29, 2021

Na recente visita ao Baixo Alentejo, a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, avançou com o anúncio de um aviso do Programa Nacional de Regadios para dia 10 de Janeiro do próximo ano, para a apresentação de candidaturas no valor de 127 milhões de euros. Este valor contempla não só a obra do Bloco de Rega Moura/Póvoa/Amareleja, como a 2ª fase do Bloco de Reguengos, o Bloco de Vidigueira e o Bloco de Messejana com ligação ao Monte da Rocha.

Em entrevista à Planície, o responsável da EDIA, José Pedro Salema, explicou o que ficou decidido: “Recentemente, a ministra teve a oportunidade de visitar uma das novas infraestruturas de Alqueva e na ocasião anunciou o lançamento de um aviso do Programa Nacional de Regadios para apresentação de candidaturas no valor de 127 milhões de euros. Esse aviso está dirigido para o Alentejo e para as obras de novos regadios”. Esses mesmos regadios, segundo José Pedro Salema, estão com “elevada maturidade, com projecto de execução e estudo de impacto ambiental aprovado”.

O presidente da EDIA destacou que as obras que estão planeadas para apresentar são: “A 2ª fase do Bloco de Reguengos, do Bloco da Vidigueira, o Bloco da Messejana com ligação ao Monte da Rocha e o Bloco de Moura/Póvoa/Amareleja. Está anunciado que o aviso virá no próximo dia 10 de Janeiro e vai apresentar estas quatro candidaturas”.

Apesar da “boa nova”, é preciso prevenir alguns aspectos, como referiu José Pedro Salema: “A realidade mudou, muitos investimentos que foram feitos, houve uma adesão grande dos blocos existentes de Alqueva e algumas restrições ambientais que foram levantadas pelo CNR e pela APA, que teremos de acautelar”.

Outra ressalva a ter em conta, é o investimento de 127 milhões, como explicou o responsável da EDIA: “Houve uma subida muito dramática no custo das obras. As coisas estão muito mais caras, subiram mais de 20% e vamos ter de acomodar essa subida com um orçamento limitado”.

Nesse sentido, o Bloco de Rega Moura/Póvoa/Amareleja “vai sofrer alguns cortes e vai ter áreas que não vão ser beneficiadas agora, assim como o Bloco de Rega de Reguengos. São cerca de 8.000 hectares o de Moura/Póvoa/Amareleja”, afirmou Salema, já que inicialmente estava previsto abranger os 10.000 hectares.

José Pedro Salema considera que este avanço “é uma boa notícia que nos dá alento para um ano que está prestes a começar”.

José Duarte, um dos maiores agricultores da região de Moura e responsável da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, também partilha da mesma opinião de Salema: “Vamos ter bloco de rega. A partir do momento em que o concurso é lançado, vai ser construído”. No que diz respeito ao prazo do concurso lançado a 10 de Janeiro, José Duarte é da opinião que “só no final do ano (2022), início de 2023, é que será adjudicada a obra e o arranque em 2023. Não devemos ter antes de 2025”, adiantou. Recorde-se que o bloco em questão estava previsto arrancar há cerca de dois anos e meio, anunciado pelo então Ministro da Agricultura, Capoulas Santos.

Os 8.000 hectares do Bloco de Rega Moura/Póvoa/Amarela são fundamentais para o benefício da olivicultura em anos de seca, entre muitos outros factores, já que a água é essencial a todos os sectores económicos, em especial para a agricultura.

O aviso para concurso da obra do bloco em questão vai avançar em Janeiro de 2022.