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Ambientalistas preocupados com o aumento de bagaço de azeitona

Escrito por em Dezembro 15, 2021

A Associação Ambiental dos Amigos de Fortes, em comunicado enviado à nossa redacção, refere que “o anunciado investimento de mais olival a qualquer custo sem olhar aos meios necessários que acompanhem este crescimento, está à vista de todos”.  

E adiantam que “a capacidade estática de armazenamento das unidades de recepção de bagaço de azeitona está praticamente esgotada, e que pode originar um verdadeiro caos ambiental ao não haver onde colocar aquele bagaço de azeitona”.

Fátima Mourão da Associação disse à Planície que “está em causa o perigo de alargamento e de replicação das fábricas do bagaço de azeitona”. E adianta que “este sector do olival, não planeou atempadamente, a necessidade de escoar o seu bagaço, nem procurou alternativas, simplesmente enviou o bagaço, como um lixo a queimar nessas fábricas”.

Fátima Mourão acrescentou ainda que “sabendo que já está o sector estrangulado, porque não consegue tirar mais azeitonas, porque as fábricas, não dão vazão a tanto bagaço. Já se sabia isso, porque o mesmo aconteceu há um ano atrás. Este ano os centros de compostagem, que seria uma alternativa, não se vislumbram nenhuns activos”.

A Associação Ambiental dos Amigos das Fortes sublinha que “a ausência da aceitação de uma estratégia global equilibrada para o sector agrícola e para o do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA), pelos organismos competentes, tem provocado estes desequilíbrios estruturais, que já penalizam as comunidades e populações residenciais limítrofes, onde estão instalados os olivais e as unidades de recepção dos bagaços.

Consideramos que se nada for feito, situações como a da aldeia das Fortes se venham a multiplicar à medida que acresce a pressão para aumentar a capacidade de laboração das unidades industriais de extracção do óleo do bagaço de azeitona, e a abertura de novas fábricas”.

O bagaço de azeitona visto até aqui como um resíduo tem vindo cada vez mais a ser considerado um recurso agronómico de grande valor pelo que transformado em composto já é utilizado em algumas explorações agrícolas sustentáveis.

A fileira do olival deve seguir, o caminho da sustentabilidade e o aproveitamento dos fundos comunitários em torno da economia circular, sendo exemplo disto a herdade do Monte Novo e o Olival da Risca em Serpa – o 1º projecto piloto da EDIA como centro de compostagem URSA.