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Bagaço de Azeitona – Cooperativa Moura Barrancos está a monitorizar escoamento

Escrito por em Dezembro 10, 2021

Segundo um comunicado da Fenazeites, prevê-se que a produção de azeite venha a atingir valores na ordem das 180.000 toneladas, o que constitui a maior campanha desde que há registos, a Federação “tomou conhecimento de que todo o sector olivícola do Alentejo está paralisado, desde a apanha de azeitona aos lagares que a transformam”.

A nota enviada à nossa redacção sublinha ainda que “devido ao boom verificado na produção deste ano, as três grandes unidades de recepção de bagaço de azeitona, proveniente dos lagares, cooperativos e não cooperativos, que processam toda a azeitona produzida no Alentejo, têm a sua capacidade de armazenamento esgotada ou praticamente esgotada e não aceitam mais matéria-prima”.

Em relação à Cooperativa Agrícola Moura Barrancos, Henrique Herculano disse à Planície que “neste momento, não nos vimos forçados a parar ainda, mas estamos a monitorizar a situação, quase de minuto a minuto.  Tentamos fazer o melhor, para escoar o bagaço, resultante da laboração da azeitona dos sócios. Neste momento ainda sem constrangimentos de maior”.

Henrique Herculano adiantou ainda que “a questão dos bagaços, leva-nos a reflectir e a pensar que o crescimento do sector tem que ser feito de forma integral e sustentável. A tutela tem que olhar para esta questão, mas não deixa de ser um sinal de evolução e congratulação para o sector e para o País”.

O sector Cooperativo, através da FENAZEITES e sua associada UCASUL – União de Cooperativa Agrícolas, tem vindo, há vários anos, a tentar sensibilizar as entidades responsáveis para a possibilidade desta situação poder ocorrer.

“A ausência e recusa da aceitação de uma estratégia global equilibrada para o sector, pelos organismos competentes, tem provocado estes desequilíbrios estruturais, que já estão a penalizar todo o sector nacional, nomeadamente no Alentejo, onde o estrangulamento na recepção dos bagaços de azeitona está a levar ao colapso das actividades relacionadas” adianta o documento da Fenazeites.