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“Protecção e Valorização do Barranquenho” debatido hoje na Assembleia da República

Escrito por em Setembro 15, 2021

O Projecto de protecção e valorização do barranquenho apresentado pelos Deputados Pedro do Carmo e Telma Guerreiro, vai ser debatido no Plenário da Assembleia da República hoje, Quarta-feira, a primeira reunião da 3ª sessão da XIV legislatura.

O Partido Socialista quer que o Barranquenho seja protegido e valorizado como expressão da diversidade cultural de Portugal, marca da identidade de uma comunidade.

O projecto de lei sustenta que o Estado Português deve reconhecer o direito a cultivar e promover o Barranquenho, enquanto património cultural imaterial, instrumento de comunicação e de reforço de identidade da população de Barrancos, reconhecendo ainda o direito à aprendizagem do Barranquenho, nos termos a regulamentar, em articulação com a autarquia local e o agrupamento de escolas.

“Em primeiro lugar, e como resulta da abordagem adoptada pela UNESCO na avaliação da matéria, qualquer língua falada por menos de 5000 pessoas tende a considerar-se ameaçada, pelo que a evolução dos actuais números de falantes do Barranquenho é um primeiro motivo de preocupação. A esta realidade acresce o facto de o envelhecimento dos falantes e o desaparecimento da geração mais velha poderem traduzir-se na perda irreparável deste património linguístico caso se verifique uma ausência da adopção de medidas”, afirmou o deputado Pedro do Carmo.

O represente do parlamento orgulha-se de ter sido “o primeiro subscritor do projecto lei”, o qual permite caso seja aprovado, a candidatura a fundos comunitários e que a língua de Barrancos seja ensinada nas escolas.

O Barranquenho, uma língua híbrida, ainda que sem tradição escrita, única no mundo pelo seu carácter misto de português e espanhol, falado pelos cerca de 1300 residentes de Barrancos e por todos os naturais do Concelho há vários séculos, constitui, um lugar de encontro de culturas peninsulares. Guarda um resquício da literatura oral peninsular e, provavelmente, o último vestígio das origens da cultura musical da zona nordeste portuguesa, entre muitas outras especificidades, relacionadas com as tradições orais, musicais, culturais, costumes, culinária, artesanato, formas de fazer.

A iniciativa parlamentar do Partido Socialista permitirá a defesa de uma das marcas de identidade do Baixo Alentejo.