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André Linhas Roxas confiante para assumir a presidência

Escrito por em Setembro 9, 2021

Com experiência em três autarquias, André Linhas Roxas, o candidato da CDU à Câmara Municipal de Moura, assumiu estar preparado para o cargo no caso de ser eleito e deseja pôr em prática o plano estratégico pensado para Moura e para as freguesias.

Na entrevista à Rádio Planície, André Linhas Roxas não fugiu ao assunto das contas camarárias, um tema que mereceu destaque durante a conversa de Álvaro Azedo, candidato do PS, que afirmou ter encontrado uma câmara com “muitas dificuldades financeiras”. O autarca da CDU contrapôs as declarações ao afirmar que “revelam algum desespero e desnorte. Logo no início do mandato, o PS diz que pagou uma grande dívida às freguesias e noutra altura, já diz que não havia dinheiro. Também disse que iria pedir uma auditoria, mas nunca aconteceu”.

Nesse sentido, o candidato da CDU aproveitou para pedir justificações à oposição sobre a obra da estação e apresentou uma imagem do local: “Acho um disparate o Partido Socialista prometer uma obra de 5 milhões de euros, quando a nossa estação que é de 600 mil, está por fazer há quatro anos”. E reforça: “Os projectos que nós deixámos na autarquia foram todos amputados e alterados”

Pouco interessado nas críticas, André Linhas Roxas afirma que nesta altura, a sua prioridade é “mostrar o excelente programa eleitoral que nós temos e difundi-lo para o desenvolvimento do concelho de Moura”.

Desta forma, o plano estratégico da CDU com previsão até 2030, já que a ideia é “ir além do mandato” e aproveitar “a Bazuca, o Plano de Recuperação e Resiliência e os fundos comunitários”, tal como mencionou o autarca, prioriza a agricultura, a energia, o comércio e o turismo, mas também a saúde, a água e resíduos, a base económica, a área social e cultural e a reabilitação de infraestruturas.

Uma das áreas de relevo do programa da Coligação Democrática Unitária, é a do emprego e da fixação dos jovens no concelho e o cabeça de lista do partido recusa aceitar o termo “desertificação, porque nos desertos também há gente. Detesto que digam que Moura está no interior, está a 100 km da costa”. E reforça: “A única maneira de fixar os jovens numa região é com emprego e isso acontece com a aposta na diversificação da base económica. A Câmara só por si não tem condições de criar motivos que fixem as empresas, mas sim se fizer projectos espectaculares como já se fizeram em Moura, como a Noudar e a Água Castelo”.

Sem esquecer a agricultura, para André Linhas Roxas o caminho deste sector passa pela exigência da “construção de um bloco de rega Moura-Póvoa-Amareleja e a elaboração de um plano de gestão da Rede Natura na zona, que compense os agricultores pela perca de produção e de rendimentos”.

 

Durante a conversa, questionámos o autarca sobre a decisão de se candidatar e um dos motivos foram os resultados dos Censos 2021 e a perca de 1900 habitantes no concelho de Moura de 2011 até agora. “Corremos o risco de nos tornarmos irrelevantes se continuarmos a fazer uma gestão de dia-a-dia e não procurarmos resolver problemas sérios, entre os quais o despovoamento”, sublinha o candidato. Mas o facto de ser mourense e “gostar muito de Moura”, também pesou na decisão. E termina: “Os mourenses precisam de mim para voltar a trazer esperança no futuro do nosso concelho, com trabalho a sério e ambição”.