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Moura adere, entre outros municípios alentejanos, à rede de espaços para teletrabalho

Escrito por em Junho 30, 2021

O Governo assina hoje, quarta-feira, mais uma série de protocolos com 31 câmaras para aumentar o número de municípios com espaços para teletrabalho ou trabalho remoto, que passam a ser 88.

No Alentejo, juntam-se a este protocolo Odemira, Serpa, Vidigueira, Chamusca, Coruche, Castelo de Vide, Avis, Crato, Elvas, Fronteira, Nisa, Borba, Moura, Gavião, Viana do Alentejo e Castro Verde.

O vereador da Câmara Municipal de Moura José Banha sublinhou à Planície que “a autarquia mourense esteve ontem na cerimónia de assinatura dos acordos de «cowork» que é uma rede de espaços de Teletrabalho e colaboração instalados no interior do país. A mesma está direcionada para que se consiga criar uma dinâmica de emprego e trabalho à distância”.

O autarca explicou que “O município integrou através deste acordo a rede criada entre o governo com a colaboração das Comunidades Intermunicipais e das câmaras municipais”.

O vereador da autarquia mourense afirmou ainda que “esta situação vai contribuir para a dinamização dos territórios do interior, facilitando a fixação e atração de pessoas e empresas. Desta forma será diminuída a necessidade de deslocação das pessoas e melhorar a qualidade de vida das populações no interior”.

A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, afirma que este “é um programa conjunto entre Ministério do Trabalho, Ministério da Coesão, Ministério da Administração Pública no sentido de criar condições para promover a fixação e a atração de trabalhadores para os territórios de baixa densidade com o objetivo de termos cada vez mais instrumentos para que esta fixação aconteça”.

Assim, nestes espaços de “cowork” (em que podem trabalhar no mesmo espaço pessoas de várias empresas, funcionários públicos e trabalhadores por conta própria), é possível ter acesso à internet, computadores, impressoras e sistemas de videochamadas para reuniões à distância.

“O objetivo do programa é abranger todo o tipo de trabalhadores e cria condições para desenvolvimento de trabalho remoto, garantido que há um espaço de trabalho separado do espaço familiar”, acrescenta a ministra.

O acesso a estes espaços é gratuito, mas implica inscrição no município. “São os municípios que erem estes espaços a nível local”, diz Ana Mendes Godinho, que remete também para as câmaras a responsabilidade pela divulgação.

Note-se que este programa de apoio ao teletrabalho no interior faz parte de uma outra medida de apoio chamada “Programa Interior+”, que foi criado em agosto de 2020 e que pretende incentivar os jovens a fixarem-se nos territórios de baixa densidade populacional.

O apoio inicial a quem pretenda mudar-se para o interior pode ir até aos 4800 euros.

Segundo Ana Mendes Godinho, esta medida já recebeu 460 candidaturas, abrangendo um total de 820 pessoas. “É interessante ver que destas candidaturas, cerca de 68% são relativas a trabalhadores com contratos de trabalho por conta de outrem e cerca de 28% são pessoas que criaram o seu próprio emprego no interior, ao longo destes meses”, diz ainda a ministra.

Em termos regionais, a maior parte destes processos de mobilidade são relativos a trabalhadores que se deslocam de Lisboa para a região Centro. “A região Centro tem 23% do total, seguida do Alentejo, com 20% das pessoas e 12% para o norte”, divulga a ministra, acrescentando que 62% dos candidatos já aprovados têm ensino superior mais de metade são jovens até aos 34 anos.